Alguns
paradigmas da educação tradicional versus virtual
É
tanta novidade saindo dos fornos da tecnologia que a gente fica até tonto! Esta
pode ser a expressão mais comum hoje em dia dos profissionais de TI, quer sejam
professores, administradores de empresas, gerentes de instituições públicas ou
privadas, profissionais de instituições universitárias e tantas outras
organizações. Começamos a utilizar novos modelos de aprendizagem todos os dias.
Cada
vez mais estamos nos aperfeiçoando através de cursos à distância utilizando
recursos que nos transportam para uma aprendizagem multifacetada, mas ao mesmo
tempo ligados por diferentes ferramentas de comunicação e informação
disponíveis nos mercados eletrônicos. Entender as novas tecnologias e
utilizá-las para nossa aprendizagem é vital para um mundo em constante
transformação não só de equipamentos, mas também de métodos. Para demonstrar
estas diferenças podemos citar seis paradigmas principais:
1. PARADIGMA DO PROFESSOR PARA TODOS X PROFESSOR SÓ PARA MIM
Esta
é a impressão que causa quando estamos estudando em sistemas à distância e
solicitamos a ajuda do professor-tutor que está presente na maioria das
ferramentas de educação corporativa e a distância. Na educação tradicional, um
único professor tem que dar atenção a muitos alunos ao mesmo tempo e quase
sempre o aluno perde a oportunidade de ver nossa inquietação pela aprendizagem
ser devidamente atendida.
Na
nova metodologia para uma educação global temos um único professor o tempo todo
só para nós, claro que virtualmente e a impressão que causa é que ele está ali
só por nossa causa, mas na verdade está atendendo um número bem maior que no
modelo presencial.
2. APRENDIZAGEM SUPERVISIONADA POR UM PROFESSOR X MUITOS FACILITADORES
Na
modalidade presencial quase sempre aprendemos algo através da supervisão de um
profissional da educação. No modelo virtual nem sempre a presença do professor
é encontrada e temos que resolver problemas ou entender significados, única e
exclusivamente contando com a nossa experiência. Neste caso aprendemos
rapidamente que temos que contar com nós mesmos para compreender os sistemas,
quase sempre, complexos de nosso dia a dia na empresa, em casa e com as outras
pessoas. O importante é como percebemos que somos capazes de aprender apenas
com nossas experiências passadas diante de novos desafios. Não temos a figura
de um professor, mas de vários professores que estão disponíveis nos cursos à
distância e temos ainda a contribuição de todos os colegas que buscam em geral
ajudar uns aos outros, como forma de buscar e dar informações. Todos somos
aprendizes e facilitadores ao mesmo tempo na teia do ensino e da aprendizagem
virtual.
3. O ESPAÇO DA DECISÃO É UNIDIMENSIONAL x MULTIDISCIPLINARIDADE
Este
talvez seja o maior impacto dentre os paradigmas encontrados. Quando resolvemos
os problemas propostos da educação tradicional, quase sempre temos o aval do
professor e as discussões não relevam outros aspectos que não sejam aqueles
vivenciados pelos alunos em seus habitats naturais de aprendizados. Na
modalidade virtual encontramos outras tecnologias auxiliando e contribuindo
para nosso escopo de compreensão do problema e da multidisciplinaridade das
respostas. Num mundo virtual misturamos raças, credos, diferentes estágios do
conhecimento e diferentes graus de educação se divergindo e convergindo o tempo
todo remodelando resultados, e transfigurando a realidade objetiva para
alternativas subjetivas de respostas num universo de respostas possíveis. Em
outras palavras, estamos trabalhando num espaço multidimensional onde evoluímos
quando conseguimos entender e compreender os enunciados através de nossas
próprias compreensões do mundo que conhecemos e do mundo novo que buscamos
conhecer. Nem sempre as respostas são as esperadas, mas olhando para as
respostas de nossos colegas de turma e curso pode-se verificar que estamos
criando novos espaços de aprendizagem misturando outros contextos e
experiências. É impressionante quando mudamos o foco da análise, como aquele
que vemos num filme o cenário visto pelo olhar da mosca. Conhecer outras realidades
e resolver problemas em outras superfícies do conhecimento pode ser bastante
surpreendente para não dizer fascinante.
4. O ALUNO RECEPTOR X O ALUNO AGENTE DA APRENDIZAGEM
Este
é o maior desafio das novas tecnologias considerado por muitos como o Paradigma
da Grande Transformação. O “pulo do gato”, como se costumou dizer, é fazer o
aluno passar de espectador para agente transformador. No ensino tradicional a
aprendizagem tradicional possui uma carga muito grande da compreensão de mundo
e das coisas do professor repassados para o aluno através da admiração, do
respeito, e do mistério que envolve os seres envolvidos: aluno e professor. No
mundo da virtualidade não existem outros aspectos da aprendizagem que não seja
a frase ou figura fria na página da Internet, de um texto que pode ser
interpretado de diferentes maneiras. Se no ensino tradicional o olhar do
professor, a entonação da voz, os gestos que compõem o conteúdo exposto, no
ensino à distância existem outros aspectos que fortalecem ou não o entendimento
do que quer se passar. O aluno busca através de outras mídias como áudio,
vídeo, celular, onde ouvir, assistir, ou escutar o que se pretende embasar,
fortalecer, se fazer compreender. Muito se fala que o aluno deve ser o agente
de seu aprendizado, mas não existem fórmulas prontas para este entendimento.
Vamos errando aqui e ali até aprender a aprender e isso pode levar toda uma
vida, ou aprendemos a utilizar as ferramentas que não se cansam de inovar nosso
dia a dia. Temos as rédeas de nossa educação em nossas mãos, temos apenas que
aprender a domar o “potro” que insiste em mudar de forma o tempo todo.
5. EXPERIÊNCIA DO PROFESSOR x TROCA DE EXPERIÊNCIAS ENTRE OS ALUNOS
Este
pode ser o principal argumento da procura dos cursos à distância hoje em dia no
mundo. Aprender com todos os outros matriculados e trocar experiências numa
velocidade multidisciplinar. Enquanto no ensino tradicional o aluno busca o
conhecimento do professor, no ensino não presencial o que importa são as
relações realizadas durante os encontros virtuais e das trocas obtidas através
dos recursos colaborativos tais como: chats, mensagens entre os alunos, fóruns
de debates e listas de discussão. A aprendizagem se faz entre os aprendizes e
em momentos muitas vezes sem a presença do professor. Neste grande paradigma
temos mais experiências quando buscamos maior interação entre os aprendizes.
TECNOLOGIAS TRADICIONAIS X
TECNOLOGIAS INOVADORAS
Quadro verde, giz e saliva, depois quadro
branco, canetas pretas, vermelhas, verdes, e logo em seguida, tecnologias que
pouco a pouco vão dando lugar a uma parafernália de equipamentos eletrônicos
multiplicando por mil as possibilidades de transmitir informações. Eis aí os
novos ambientes de ensino e de aprendizagem. Recursos como fóruns, glossários, blogs,
áudios, vídeos, sites de relacionamentos, sites de network, e-training através
de celulares, educação corporativa baseada em comunicação à distância e uma
infinidades de outros modelos, equipamentos, métodos, nos levam a um patamar de
possibilidades educacionais nunca antes vista na história da humanidade.
Referências: