A importância de instituições
para a EAD no Brasil
A
história da EAD no Brasil pode ser dividida em três momentos: um da fase
inicial, um intermediário e outro da era mais moderna.
Na
primeira, os aspectos positivos ficam por conta das Escolas Internacionais
(1904), que representam o ponto-de-partida de tudo, seguindo-se a Rádio
Sociedade do Rio de Janeiro (1923), ambas já comentadas anteriormente.
Extraordinária
importância tiveram dadas (e permanecem tendo até os dias de hoje) o Instituto
Monitor (1939) e o Instituto Universal Brasileiro (1941). As duas entidades
definiram públicos certos e capacitaram brasileiros para o mercado de trabalho,
no segmento da educação profissional básica. Podemos enquadrá-las, junto com
algumas outras, na época intermediária.
No
campo da educação superior, a Universidade de Brasília (1973) constituiu-se
como uma base para programas de projeção, entretanto o movimento militar
responsável pelo regime ditatorial que vigorou por muitos anos restringiu a
autonomia e sepultou boas iniciativas.
Já
na era mais moderna não podemos deixar de registrar três organizações que
influenciaram de forma decisiva na história: a Associação Brasileira de
Tecnologia Educacional, o Instituto de Pesquisas Avançadas em Educação e a
Associação Brasileira de Educação a Distância.
A
ABT foi criada em 1971 por um grupo de profissionais da área de radiodifusão.
Congregou, logo de início, os mais importantes brasileiros e estrangeiros que
atuavam nas tecnologias aplicadas à educação, realizando a série dos Seminários
Brasileiros de Tecnologias Educacionais e editando a revista Tecnologia
Educacional. As duas atividades permanecem até hoje sendo feitas, podendo ser
vistos, em seu Centro de ocumentação, os resultados de trinta e sete eventos e
mais de cento e setenta números do periódico.
Muitas
políticas públicas brasileiras foram debatidas e definidas com a contribuição
da Associação, que também foi a pioneira nos programas de pós-graduação a
distância.
Em
1980, o Governo Federal a credenciou para ministrar "Cursos de
Pós-graduação lato sensu de forma não convencional, através de ensino
tutorial". Segundo a legislação
da época, os credenciamentos eram analisados pela CAPES - Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior e definidos pelo Conselho Federal
de Educação, após acompanhamento da Secretaria de Ensino Superior do MEC.
O parecer nº 891,
aprovado pelo CFE em 7 de agosto de 1980, possibilitou o funcionamento de doze
cursos, distribuídos em cinco áreas de conhecimento. A autorização foi dada por
dois anos e mais tarde prorrogada por mais dezoito meses.
Em 1985 o Conselho registra o sucesso da empreitada, por meio do Parecer nº 295. Não obstante, impede o prosseguimento do projeto até que fosse estabelecida uma norma específica por parte da SESu e da CAPES.
Em 1985 o Conselho registra o sucesso da empreitada, por meio do Parecer nº 295. Não obstante, impede o prosseguimento do projeto até que fosse estabelecida uma norma específica por parte da SESu e da CAPES.
Como
essa norma até hoje não foi editada, o programa não continuou.
Referências:
Nenhum comentário:
Postar um comentário